Acervo em Transformação: A Reinvenção Constante do MASP
Subir a rampa que dá acesso ao 2º andar do Museu de Arte de São Paulo (MASP) é uma experiência única. O visitante é imediatamente envolvido pelo projeto Acervo em Transformação, onde dezenas de grandes obras de arte parecem flutuar livremente pelo amplo espaço da galeria.
A Ousadia dos Cavaletes de Cristal
Concebidos pela icônica arquiteta Lina Bo Bardi na inauguração do edifício, os cavaletes subvertem a lógica tradicional dos museus: as obras repousam despidas em placas de vidro fixadas em cubos de concreto. Foto: Unsplash Embora essa configuração expográfica original tenha sido removida nos anos 90, ela fez um retorno triunfal recentemente, despertando a admiração de veículos de peso, como a respeitada Time Magazine.
Descolonização do Olhar
A força dessa montagem está na livre associação entre as culturas. Longe das tradicionais paredes divisórias, as obras clássicas do impressionismo europeu dividem o mesmo plano visual com artistas contemporâneos e artefatos pré-colombianos, estimulando um novo diálogo.
- Foco na materialidade da obra: Ao permitir que o visitante caminhe livremente por trás dos quadros, é possível observar os versos das telas, com suas antigas molduras de madeira e etiquetas de antigas colecionadoras da Europa. Isso retira da pintura a aura intocável de um objeto sagrado.
- Dinâmica de rotatividade: O acervo faz jus ao seu nome ao se manter em eterna Transformação. Ocasionalmente, obras marcantes repousam viradas para as enormes vidraças cênicas do museu, unindo a arte ao turbilhão ininterrupto de pessoas da cidade logo atrás do vidro.
Capa e Imagem Interna - Fotos: Unsplash
Sobre esta publicação
Este artigo faz parte do portal informativo Amigos dos Museus. O texto pode ter sido originado ou adaptado inteligentemente de comunicados oficiais de instituições culturais.